Miasthenia


Miasthenia
Thormianak (Guitar, Bass), Hécate (Vocals, Keyboard), V. Digger (Drums), Mist (Bass), Lord Melancholy (Keyboard), Hamon (Drums), Under Son (Drums), Mictlantecutli (Drums), Ricardo Imperious (Guitar)

O Miasthenia é liderado por Susane Hécate (vocal/teclado) e Thormianak (guitarras/baixo).

A banda toca Extreme Pagan Metal com letras em português e temática voltada para a história e mitologia pré-colombiana, as guerras de conquista da América no século XVI e a resistência ameríndia. A banda surgiu no início do ano de 1994.

Em 1995 gravam a demo-ensaio “Para o encanto do Sabbat” com Hécate (guitarra/vocal), Vlad (baixo/vocal) e Mictlantecutli (batera). Ainda com essa formação gravaram a demo Faun-Trágica Música Noturna, lançada em 1998 no Split CD “Visons of nocturnal tragedies” pelo selo Evil Horde records.

Após mudanças na formação, Hécate assumi inteiramente os vocais e teclados, Thormianak as guitarras, Mist o contra-baixo e Mictlantecutli a bateria. Com essa formação lançam dois álbuns, o "XVI" (2000) e o “Batalha Ritual” (2004), pela gravadora Somber Music.

Em 2008, com a participação do baterista Hamon (Mythological Cold Towers) lançam o álbum conceitual "Supremacia Ancestral" também pela Somber Music. As letras desse álbum foi inspirada em movimentos e seitas ameríndias de resistência pagã à inquisição e catequização na América colonial.

Em 2011 lançaram o DVD (Bootleg) "O Ritual da Rebelião" pela Mutilation records. Em 2014, seguindo como um power trio, composto por Hécate (vocal/teclados), Thormianak (guitarras/baixo) e V.

Digger (bateria), a banda lança o álbum conceitual “Legados do Inframundo" pelas gravadoras nacionais Misanthropic e Mutilation. A excelente repercussão deste álbum no Brasil rendeu o seu relançamento em versão digipack e com letras traduzidas para o inglês pelo selo francês Drakkar productions.

A temática deste álbum foi inspirada na cosmologia mítica dos antigos Mayas sobre a morte e o inframundo (Xibalbá), presente no livro sagrado do Popol Vuh e nas profecias de Chilam Balam de Chumayel. Em 2013 e 2014 a banda lança, respectivamente, dois videoclipes oficiais – das músicas "Entronizados na morte" (https://youtu.be/gnvdtsZV5Fo) e “13 Ahau Katún” (https://youtu.be/wDh_vX-uwJ0), – ambos produzidos por Caio Duarte (BroadBand Studio).

Em 2016, com a mesma formação do álbum anterior, a banda retorna ao BroadBand Studio para a gravação de mais um álbum conceitual intitulado “Antípodas”, que será lançado no primeiro semestre de 2017. Ainda neste mesmo ano, a gravadora Misanthropic prepara o relançamento dos álbuns XVI e Batalha Ritual, em álbum duplo com versões remasterizadas.

No momento a banda segue realizando shows, compondo novas músicas e preparando a gravação de um vídeo clipe..

RESENHAS PUBLICADAS NO SITE WHIPLASH.NET Miasthenia – XIV Ano de Lançamento: 2000 Tempo de Duração: 42 min Músicas: Miasthenia Letras: Hécate Mixagem: Blue Records Masterização: Jams Studio Gravadora: Somber Music Line-Up: Hécate (vocais/teclados/violão), Thormianak (guitarras), Mist (contra-baixo) e Mictlantecutli (bateria) Resenha: "XVI" apresenta um Black Pagan Metal que foge da pancadaria desenfreada, e prima por músicas mais cadenciadas, com passagens soturnas e com grande ênfase nos teclados, a cargo de Hécate, que depois da saída de Vlad, assumiu também a função de vocalista, dando mais variações às músicas, alternando momentos mais limpos com outros completamente urrados. Além das músicas serem todas cantadas em português, outro fator que também os diferencia das outras bandas do estilo são as letras, que não seguem a linha "Satan & Evil", sendo calcadas nos antigos mitos Incas, Astecas e Maias, além de relatar antigas batalhas em terras sul-americanas pela honra e cultura Pagã no século XVI. Os destaques do CD ficam por conta de "Lagrimones do Falcão", "XVI" e a excepcional "Rituais de Rebelião", que sem dúvida alguma, se trata de uma das melhores músicas já feitas pela banda. Miasthenia – BATALHA RITUAL Ano de Lançamento: 2004 Tempo de Duração: 51 min Músicas: Miasthenia Letras: Hécate Mixagem: AREA 13 Estúdios Masterização: AREA 13 Estúdios Gravadora: Somber Music Line-Up: Hécate (vocais/teclados), Thormianak (guitarras), Mist (contra-baixo) e Mictlantecutli (bateria) Resenha: Estando ainda em seu segundo álbum, o Miasthenia é uma daquelas raríssimas bandas que podem se orgulhar de ter uma identidade própria. A começar pela temática, que passa bem longe de todos os clichês do black metal. Rituais religiosos que envolvem, dentre outras coisas, sacrifícios humanos, totemismo e a interminável luta contra os exploradores de além-mar são constantes ao longo das nove faixas de Batalha Ritual. A banda mostra um cuidado pouco usual com a parte lírica, sem se esquecer de compor bases fortes, repletas de construções melódicas capazes de transportar o ouvinte para as florestas sul-americanas em um período anterior à chegada dos europeus. A utilização de elementos “modernos” na parte instrumental não tira a forte identificação do grupo com o black metal mais tradicional, especialmente o da cena norueguesa do início dos anos 90. Não há grandes mudanças em termos estilísticos, mas é inegável a evolução por que passou o grupo nos últimos quatro anos. O instrumental está bem mais coeso, quando comparado ao trabalho anterior – o magnífico XVI (2000), outro marco em termos de Metal Negro no Brasil. Todos os músicos evoluíram muito, mas não há como negar que o guitarrista Thormianak é um dos maiores responsáveis pelo status de clássico imediato alcançado por esse trabalho. É impressionante o que se ouve em faixas como “De Natureza Infernal” (um dos mais belos solos de guitarra que eu já tive oportunidade de ouvir em uma banda com essa proposta). Os riffs de “Nos Domínios de Cã” por si só valeriam o disco. Mas existem outros elementos que acabam transformando Batalha Ritual numa espécie de totem para o black metal brasileiro. Os teclados – cuja timbragem ficou prejudicada no lançamento anterior – agora soam sombrios e indispensáveis. Influência de death/thrash metal e, acredite-me, até de NWOBHM podem ser ouvidas em quase todas as faixas. Os elementos melódicos – como na lindíssima faixa instrumental “Mítica Escuridão do Eldorado” – são usados na medida exata, o que não descaracteriza o Miasthenia como uma autêntica horda adepta do metal extremo, ao mesmo tempo em que lhes garante a originalidade desejada por tantos grupos não apenas de black metal, mas em todas as vertentes da música pesada. Miasthenia – SUPREMACIA ANCESTRAL Ano de Lançamento: 2008 Tempo de Duração: 42 min Músicas: Miasthenia Letras: Hécate Mixagem: Broadband Estúdio Masterização: Broadband Estúdio Gravadora: Somber Music Line-Up: Hécate (vocais/teclados), Thormianak (guitarras), Mist (contra-baixo) e Hamon (bateria) Resenha: O Miasthenia tem como conceito neste registro a narração das inúmeras resistências indígenas à inquisição e catequização ocorridas pelos europeus nas três Américas coloniais. E a preocupação que os músicos têm em passar toda essa informação – tradicionalmente cantada em português – é tal que até mesmo a inserção de breves textos introdutórios relativos a cada canção se fazem presentes, um verdadeiro deleite aos apaixonados pela História. Não existem novas idéias flutuando sobre os arranjos, afinal, o conjunto já tem um estilo definido há tempos. Não seria equivocado dizer que o Miasthenia segue praticamente com uma mescla do que apresentou no passado, com passagens cadenciadas dando lugar a outras mais velozes, e tendo nos teclados o importante papel que garante toda a sensação épica que as canções necessitam. E creio que seja totalmente desnecessário citar as exclusivíssimas linhas vocais de madame Hecate, correto? As canções são longas, mas toda a estrutura é tão bem planejada, com tal paixão e fúria, que o ouvinte fica impressionado com o alcance e profundidade do repertório. A sinergia entre as letras e os arranjos propriamente ditos está em tal nível que é praticamente impossível não existir um envolvimento emocional que gradativamente evoque imagens apocalípticas à sua mente. “Supremacia Ancestral” é um álbum nascido de conflitos históricos e nada poderia servir melhor ao Miasthenia, que novamente comprova que o sentido de rebelião inerente ao Black Metal pode – e talvez deva – ir além do puro ódio desenfreado. Dito isto, há muitas bandas do gênero no exterior, mas estamos a falar de um dos melhores grupos que o Brasil tem para oferecer. Miasthenia – O RITUAL DA REBELIÃO (DVD) Ano de Lançamento: 2011 Tempo de Duração: 113 min Produção: Thormianak e Caio Duarte Edição: Caio Duarte (Broadband Studio) Gravadora: Mutilation Records Resenha: A Mutilation Records lançou o primeiro DVD oficial da horda brasiliense, que foi editado por Caio Duarte e trouxe apresentações ao vivo realizadas em diversas cidades do Brasil (Campo Grande, Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Jundiaí, Belo Horizonte, entre outras) durante os anos de 2000 até 2010, e mostra de forma fiel a fúria pagã entoada em cânticos pelo quarteto candango.

EXTREME PAGAN METAL FROM BRASIL RESISTING SINCE 1994


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